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À medida que mais máquinas assumem mais funções no mercado de trabalho, a dúvida cresce: qual será o papel dos humanos no futuro? Será que as máquinas realmente vão ocupar todos os postos de trabalho?

É claro que, quando falamos estritamente de automação, há posições no mercado que são mais ameaçadas. Segundo um estudo da Nesta, uma instituição britânica sem fins lucrativos, 20% da força de trabalho mundial está na categoria vulnerável.

Mas isso quer dizer que eles ficarão sem emprego? Muitos estudos dizem que não. Para te mostrar, vamos analisar qual será o papel da força de trabalho humana no futuro, frente às novas tecnologias que estão tomando conta do mercado!

A invasão da Inteligência Artificial

Vários especialistas fizeram alarde sobre a ameaça que a IA representa. Além da pesquisa da Nesta, menos alarmante, um estudo da Universidade de Oxford prevê que 47% do total de empregos nos EUA esteja em risco devido à informatização.

Uma pesquisa do McKinsey Global Institute sugere que até 45% das atividades de trabalho podem ser automatizadas e 30% dos trabalhadores enfrentam a perspectiva de que pelo menos 60% de seu conteúdo de trabalho possa ser feito por máquinas.

Nós já vimos esse filme antes. Várias vezes na história, as máquinas mudaram como e onde os humanos trabalham. No passado, o progresso tecnológico levou à mecanização de tarefas manuais que exigiam trabalho físico. Com o advento da Inteligência Artificial (IA) ​​no local de trabalho, trabalhos manuais de baixo nível, como em transporte e logística, foram automatizados.

Agora, a IA e o aprendizado de máquina também estão automatizando tarefas que envolvem julgamento e tomada de decisão. Isso abre as portas para as máquinas competirem e realmente superarem os humanos em tarefas cognitivas — por exemplo, determinar se uma reivindicação de seguro é fraudulenta.

Mas tarefas cognitivas de rotina em telemarketing, subscrição de seguros, caixas e preparações fiscais básicas tornando-se robóticas são uma conclusão precipitada. A IA pode até ajudar os médicos a fazer diagnósticos precisos. Mas para dominar esses julgamentos de ordem superior, todas as máquinas inteligentes precisam de algoritmos que se alimentem de dados para se tornarem mais inteligentes que os humanos.

A arma secreta dos humanos

Os humanos têm uma arma secreta para enfrentar computadores na força de trabalho do futuro: a empatia. Mesmo que a inteligência artificial e o aprendizado de máquina cheguem próximas ao pensamento humano, automatizando o trabalho manual e tarefas cognitivas, ainda há uma limitação de até onde eles conseguem imitar o homem.

Empregos que exigem uma conexão individual — como na área de saúde, educação, hospitalidade e turismo — permanecerão firmes nas mãos das pessoas.

Por mais medonho que possa parecer esse desenvolvimento, ainda não se prevê um futuro em que os seres humanos sejam substituídos por robôs. A expectativa não é de um futuro de luta entre o computador versus o humano, mas o computador somando forças ao humano.

Em vez de serem substituídos, os humanos serão realocados para empregos de alta ordem, exigindo mais habilidades específicas. Por exemplo, mesmo que um call center seja automatizado, os humanos precisarão administrá-lo. Além disso, os sensores devem ser fabricados e reparados; robôs mantidos e algoritmos desenvolvidos.

Mesmo enquanto as tecnologias substituem alguns empregos, elas estão criando um novo trabalho em indústrias que a maioria de nós nem imagina e novas maneiras de gerar renda. Um terço dos novos empregos criados no mundo nos últimos 25 anos eram tipos que não existiam, ou mal existiam, em áreas como desenvolvimento de TI, fabricação de hardware, criação de aplicativos e gerenciamento de sistemas de TI.

O impacto líquido das novas tecnologias no emprego pode ser fortemente positivo. O crescente papel do Big Data na economia e nos negócios criará uma necessidade significativa de estatísticos e analistas de dados.

A tecnologia digital também pode permitir novas formas de atividade empreendedora. Os trabalhadores de pequenas empresas e ocupações autônomas podem se beneficiar de maiores oportunidades de geração de renda. Uma nova categoria de empregos capacitados pelo conhecimento se tornará possível à medida que as máquinas incorporem inteligência e conhecimento que trabalhadores menos qualificados possam acessar com um pouco de treinamento.

Novas oportunidades com a tecnologia

Haverá amplas oportunidades para os seres humanos na área da saúde, por exemplo, porque os profissionais de saúde precisam de inteligência social para se conectar com os pacientes. Empregos nessa área exigem empatia e inteligência emocional, coisa que as máquinas não podem replicar.

Uma oportunidade menor, mas de maior valor, será para especialistas em aprendizado de máquina e algoritmos, além de análise de dados e economia.

Esses profissionais empurrarão a fronteira para a economia baseada em IA, que tem o potencial de ganhos de produtividade e eficiência que podem dobrar as taxas de crescimento econômico. Esses ganhos serão usufruídos por humanos que terão mais dinheiro para gastar, não apenas em bens, mas também em experiências e viagens.

As mudanças no estilo de vida estimularão o crescimento da hospitalidade e do turismo, à medida que mais infraestruturas nessas indústrias forem construídas. Haverá uma demanda maior por funcionários de hotel, comissários de bordo, transporte e guias.

Para atrair mais pessoas, é importante que essas profissões sejam vistas como escolhas sólidas de carreira, com maior valorização por suas habilidades em atendimento e satisfação do cliente.

Outra área que promete muito empregos é a educação. Embora o aprendizado online substitua alguns tipos de aprendizado em sala de aula, ainda precisaremos de mais professores, treinadores, tutores e mentores de escolas e faculdades, bem como de treinamento vocacional para preencher a lacuna de habilidades na economia da IA.

Os robôs estão aqui e a ameaça a determinados empregos não pode ser subestimada. No entanto, os humanos ainda vão prosperar na força de trabalho graças à nossa inteligência social e empatia, bem como habilidades e cognição de ordem superior.

Há um oásis de oportunidades de emprego especializados, mas é preciso se preparar. Para capitalizar em empregos que exigem cognição de alto nível e inteligência social, os seres humanos devem fazer um esforço diligente para permanecer relevantes no local de trabalho do futuro.

E você, o que espera do papel da tecnologia no mercado do futuro? Comente e compartilhe suas ideias e opiniões!