A modernização dos sistemas infraestrutura de TI segura entrou no centro do planejamento 2026 por um motivo prático: os times precisam sustentar mais serviços, mais integrações e mais dados, com orçamento controlado e exigência crescente de cibersegurança.
Na rotina, isso aparece como aumento de incidentes, ambientes mais distribuídos e dependência maior de identidade e acesso como ponto crítico de controle.
As previsões de mercado ajudam a traduzir esse cenário em prioridades técnicas. A Gartner estima que 90% das organizações adotarão uma abordagem de nuvem híbrida até 2027 e aponta a sincronização de dados em ambientes híbridos como um dos desafios mais urgentes quando IA entra em escala.
No eixo de segurança, a Gartner projeta que até 2026 apenas 10% das grandes empresas terão um programa Zero Trust maduro e mensurável. Esse dado é útil porque mostra que o tema está amplamente no radar, mas a execução ainda é limitada, geralmente por identidade mal governada, baixa visibilidade e políticas de acesso inconsistentes.
Neste blog, você vai ver como preparar uma infraestrutura de TI segura para 2026. Vamos explicar por que computação em nuvem, IA aplicada à operação e Zero Trust estão ganhando prioridade, e como transformar esses temas em decisões práticas de arquitetura, ferramentas e governança.
Nuvem híbrida em 2026: por que virou padrão infraestrutura de ti segura
A consolidação da nuvem híbrida tem relação direta com o cenário de empresas de médio e grande porte: legado relevante no datacenter, requisitos de latência e residência de dados, integrações antigas que não podem ser reescritas e, ao mesmo tempo, pressão por escala e automação.
Em vez de uma migração total, o que ganha espaço é um desenho em que cada workload fica onde faz mais sentido, com governança única.
Onde Azure entra de forma prática na nuvem híbrida
A combinação de ambientes locais com Microsoft Azure costuma se sustentar em três frentes: conectividade, governança e operação.
1) Conectividade estável entre datacenter e cloud
Na prática, o híbrido depende de conexão previsível para diretórios, bancos, aplicações e rotinas de backup e replicação. O desenho típico inclui VPN ou links dedicados (quando aplicável), com segmentação e controle de rotas para reduzir exposição.
2) Governança única para inventário, políticas e conformidade
Um dos problemas do híbrido é ter “dois jeitos de operar”. O Azure Arc foi criado justamente para estender gestão e governança do Azure a servidores e Kubernetes fora do Azure, com inventário centralizado, aplicação de políticas e integração com serviços de segurança e compliance.
3) Operação e evolução por etapas, sem parar o ambiente
O híbrido com Azure permite modernizar por ondas. Dois exemplos comuns:
- Recuperação de desastres e continuidade: manter produção local e usar cloud como camada de replicação e recuperação, reduzindo dependência de um segundo datacenter.
- Escala pontual: aplicações com sazonalidade rodam localmente e usam recursos em Azure em picos, quando a capacidade interna vira gargalo.
Benefícios práticos, com contexto de decisão
Em projetos reais, os ganhos mais frequentes aparecem quando o híbrido é usado para resolver restrições específicas:
- Residência de dados e compliance: dados sensíveis permanecem localmente, enquanto serviços de integração, automação e observabilidade rodam na nuvem.
- Latência: workloads que exigem resposta baixa ficam próximos às plantas, filiais ou sistemas industriais, com camadas de gestão e analytics em cloud.
- Uso melhor do legado: o que ainda tem vida útil permanece no datacenter, enquanto novos componentes já nascem cloud ready.
IA na operação para uma infraestrutura de TI segura
A IA está entrando na operação de TI principalmente em monitoramento e resposta a incidentes, porque é onde existe volume alto de sinais e pouco tempo para triagem.
No ecossistema Microsoft, isso costuma ser implementado com Azure Monitor e Log Analytics, que centralizam métricas e logs para dar visibilidade consistente do ambiente. A Microsoft descreve o Azure Monitor como a plataforma para coletar, analisar e agir sobre dados de monitoramento, inclusive em cenários híbridos.
Onde a IA ajuda na prática
1) Menos alerta inútil, mais sinal relevante
Com detecção de anomalias, o monitoramento aprende o padrão do ambiente e destaca desvios que merecem investigação, reduzindo ruído em ambientes com sazonalidade.
2) Diagnóstico mais rápido em incidentes
Com logs centralizados no Log Analytics, o time consegue cruzar dados de aplicação e infraestrutura no mesmo ponto, encurtando o caminho entre “alertou” e “entendi a causa”.
3) Operação mais automatizada
Alertas do Azure Monitor podem disparar ações padronizadas, como notificação, abertura de ticket e execução de automações, o que melhora consistência no atendimento e reduz tempo de resposta.
Zero Trust e segurança baseada em identidade para um ambiente distribuído
O aumento de acessos remotos, aplicações SaaS e dispositivos fora do controle direto do datacenter tornou o modelo de “rede confiável” pouco útil para a maior parte das empresas médias e grandes.
Por isso, Zero Trust se consolidou como referência em organizações com prática de segurança mais madura: acesso é concedido com base em identidade, contexto, postura do dispositivo e risco, com verificação contínua.
Como Entra ID, Defender e Intune entram na arquitetura
Identidade e acesso como camada central (Microsoft Entra ID)
O ponto de partida costuma ser padronizar autenticação forte e regras de acesso por contexto. A Microsoft descreve o Conditional Access do Microsoft Entra como o “motor de políticas Zero Trust”, que decide acesso com base em sinais como identidade, ambiente, integridade do dispositivo e risco.
Dispositivo como condição de entrada (Microsoft Intune)
Quando usuários trabalham em dispositivos variados, o controle passa por exigir dispositivo íntegro e compatível para acessar dados corporativos. A própria arquitetura Zero Trust da Microsoft mostra o uso de Intune com políticas de conformidade, junto de Conditional Access no Entra, para permitir acesso somente a dispositivos conformes.
Visibilidade e detecção contínua (Microsoft Defender)
Zero Trust depende de telemetria e resposta. O Microsoft Defender se encaixa nessa camada ao fornecer detecção e investigação para identidade e endpoints, integrando com a estratégia Zero Trust descrita pela Microsoft.
Workloads legados: custo crescente e dificuldade de operação
Workloads legados tendem a ficar mais caros com o tempo por três motivos comuns: dependência de hardware e licenças antigas, falta de padronização de observabilidade e segurança, e escassez de conhecimento interno para manter integrações e rotinas específicas.
Em 2026, isso costuma aparecer como aumento de incidentes, mudanças mais lentas e janelas de manutenção mais frequentes.
Modernização não significa apenas mover para a nuvem. Na prática, é repensar a arquitetura para ganhar escalabilidade, confiabilidade e manutenção previsível. Ela pode acontecer em níveis diferentes, de acordo com risco e prioridade:
- Otimizar sem mudar o desenho: atualizar sistema operacional, banco, dependências, padronizar backup, monitoramento e hardening.
- Rearquitetar componentes críticos: separar serviços, remover gargalos, adotar serviços gerenciados onde fizer sentido.
- Refatorar para cloud native: quando há necessidade real de elasticidade, automação e ciclos rápidos de entrega.
O ponto central é ter um plano por workload, com critérios claros de prioridade, risco e retorno operacional.
Pilares técnicos para uma infraestrutura de TI segura em 2026: identidade, automação e continuidade
1) Segurança baseada em identidade com autenticação forte
Para ambientes híbridos e distribuídos, o controle mais estável começa por identidade. O objetivo é reduzir acesso implícito e padronizar regras.
Checklist prático:
- Ativar MFA para contas administrativas e acessos a sistemas críticos.
- Aplicar políticas por contexto com Conditional Access no Microsoft Entra ID, que a Microsoft define como seu “motor de políticas Zero Trust”, usando sinais para decidir e impor acesso.
- Definir exceções mínimas e auditáveis, por exemplo, contas de serviço com regras específicas.
2) Automação de rotinas com Power Automate
A automação entra para reduzir tarefas manuais repetitivas em operação e suporte, especialmente em processos com muitos handoffs.
Exemplos que costumam gerar resultado rápido:
- Abertura automática de ticket quando um alerta dispara, com preenchimento de campos e anexos de evidência.
- Fluxos de aprovação para acesso a sistemas e grupos, com trilha de auditoria.
- Notificações e coleta de dados entre ferramentas sem intervenção humana.
O Power Automate é a plataforma da Microsoft para criar fluxos automatizados entre aplicativos e serviços.
3) Plano de continuidade com Azure Backup e Site Recovery
Continuidade é parte da segurança operacional. O ponto é ter recuperação testável, com RPO e RTO definidos por criticidade.
Dois componentes comuns:
- Azure Backup, serviço de backup que a Microsoft posiciona como parte da estratégia de BCDR.
- Azure Site Recovery, para orquestrar recuperação de desastre e manter workloads disponíveis em cenário de falha.
Conclusão: Garantir uma infraestrutura de TI segura com a BHS
Preparar a infraestrutura de TI com segurança para 2026 passa por decisões práticas: consolidar nuvem híbrida, aplicar Zero Trust com foco em identidade, usar observabilidade com IA para reduzir tempo de resposta e estruturar continuidade com backup e recuperação de desastre testáveis.
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